Quando o Senhor Jesus ressuscitou e apareceu aos seus discípulos pela primeira vez Tomé não estava entre eles (João 20,19-24). Alguns dias depois os discípulos lhe disseram que tinham visto o mestre. Tomé falou que não acreditaria  a menos que ele também o visse   (v. 25).

Uma semana depois Jesus lhes apareceu novamente, Tomé estava presente. Jesus, então, mostrou as marcas dos cravos para Tomé, conversou com ele sobre a sua incredulidade e Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus” (João 20.28).

Os cristãos acreditam que, fazendo esta confissão, Tomé chamou Jesus de “Deus”. E quase todos estudiosos do  Novo Testamento concordam  que esta é a mais forte evidência bíblica de que Jesus era, e é, o próprio Deus em pessoa. No entanto, ao examinarmos as interpretações da cristologia ortodoxa com relação a confissão de Tomé, descobriremos que a maior parte delas não suporta o peso contextual de toda Escritura, principalmente o contexto principal, aquele que é apresentado por João em todo seu Evangelho.

Não vou citar aqui as muitas  críticas oriundas de renomados escritores cristãos que apresentam duvidas sobre a autenticidade das palavras de Tome. Acreditem ou não, mas os que afirmam que estas palavras foram um acréscimo posterior não são poucos.

Se aceitamos que o monoteísta Tomé realmente disse que Jesus era o Deus todo poderoso, o que ele quis dizer? Nenhum outro personagem no Novo Testamento chama Jesus de “Deus”.  Além disso, João registra duas outras ocasiões em que os antagonistas de Jesus acusaram-no de fazer-se Deus, mas  em  ambas as vezes ele negou-o (João 5:18-47; 10:30-37).

Uma multidão de cristãos tem interpretado muito mau a passagem em questão. A alegação de que Tomé chamou Jesus de “Meu Deus” ignora todo o contexto desse Evangelho, os quais desbloqueiam o verdadeiro significado da confissão do discípulo. Por exemplo, João registra que Jesus apareceu ressuscitado a Maria Madalena uma semana antes deste incidente com Tomé. Ele lhe disse: “vai para meus irmãos, e dize-lhes: ‘Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20.17). Então, Jesus ressuscitado chamou o Pai “meu Deus”. Mas como pode Jesus ser Deus se ele tem um Deus?

Jesus enfatiza na crença de Tomé “que o Cristo estava realmente vivo” (e, portanto, o Cristo ressuscitado, o Filho de Deus),  e ainda assim nada diz  sobre a declaração anterior do discípulo, quando lhe responde: “Porque você me viu, você creu. Bem-aventurados os que não viram e creram “( João 20:29 ). Jesus  confirma quem é,  que ele estava definitivamente vivo, sendo, portanto, o Cristo ressuscitado, o Filho de Deus. E qual a crença de Tomé  que Jesus considerou importante? João responde apenas a alguns versículos depois,

Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus…” (João 20,30-31 ). Esta declaração seria anti-clímax  seguida à confissão de Tomé se ele aí chamou Jesus de “meu Deus” porque Jesus era realmente e literalmente o Deus de Abraão. João quebrou a sequência? O que houve depois de tão grande declaração? Ou seja, seria de muito maior relevância se João mantivesse a proclamação majestática encerrando seu Evangelho em uníssono à declaração de Tomé do que continuar com a sentença  de que Ele é o Filho de Deus.

Os críticos argumentam que se existe um só um Deus, que era um legado do monoteísmo judaico, sendo que os judeus disso sabiam muito bem, e por varias ocasiões Jesus e Paulo alegaram que há um só  Deus (Mat 19:17; Mar 12:30-32; Rom 3:30; 1Co 8:4; 1Co 8:4 e 6; 1Co 8:6; Gal 3:20; Efe 4:6; 1Ti 2:5; Tiago 2:19), então temos que nos perguntar porque  Tomé  chamou Jesus de Deus.

No evangelho de Mateus, Jesus perguntou aos seus discípulos o que o povo dizia sobre si. Ele obteve diversas respostas: Uns diziam que ele era Elias, Jeremias, João Batista e etc. Em seguida Jesus pergunta aos seus discípulos – obviamente Tomé também ali estava – quem eles diziam ser o Cristo. Somente Pedro antecipou-se, e todos sabemos o que ele disse, e certamente ele não chamou Jesus de Deus. Nem mesmo Tomé disse algo parecido. Portanto, por que agora este discípulo diz que Jesus era Deus? Certamente há uma resposta convincente, e ela  pode ser encontrada numa conversa registrada por João entre  Jesus e seus discípulos…

João registra  em  14:1-3, que dez dias antes do episódio  com Tomé,  durante a Última Ceia, Jesus divulgou aos onze  que Ele estava prestes a partir deste mundo e ascender ao Pai no céu. Curiosamente, ele começa esse discurso trocando “Deus” por  “Meu Pai” nos  vv. 1-2; cf. João  13:3. Observe aqui  no contexto que Jesus  no meio do discurso é interrompido por Tomé, seguindo adiante respondendo sua pergunta,

4  Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.

5  Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?

6  Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

7  Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.

8  Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.

9 Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

10 Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.

11  Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. 

Neste diálogo  em João 14, as palavras críticas para  a cristologia estão  nos vv. 7 – 11. Aqui está a chave  para desvendar a verdadeira compreensão das palavras de Tomé  “meu Deus” em João 20:28. Ali nós encontramos o que  Jesus disse mais cedo para Tomé (v.7) “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto“.

E Jesus reafirma mais precisamente no versículo 9: “Quem me vê a mim, vê o Pai“. O que Jesus primeiro aborda em João 14.7, sobre ver o Pai, Ele declara mais explicitamente no versículo 9. Mas Ele explica claramente nos vv. 10-11: “o Pai está em Mim“, e, novamente, “Eu estou no Pai e o Pai está em mim” . Assim, Jesus não quer dizer em João 14:7 e o v. 9 que, literalmente, ver Ele é, literalmente, ver o pai. Ainda que, aparentemente, é o que Filipe  pensou que Jesus queria dizer. Por isso Tomé  pediu logo: “mostra-nos o Pai” (v. 8). Ele não estava entendendo…

Os que lêem João,  não devem  cometer este erro. Para  João “Nenhum homem tem visto a Deus a qualquer momento“(João 1:18). E o Jesus joanino  disse: “Não que algum homem tenha visto o Pai “(João  6:4).

Estas declarações afirmam o contexto fundamental visto no Velho Testamento, quando ensina que  Deus é invisível para os seres humanos mortais. Se,  literalmente,  eles vissem  Deus teriam morte instantânea. Então, Jesus deve ter tido a intenção de que as suas palavras no v. 7 e v. 9, acerca de ver o Pai, pudessem ser entendidas de forma mística. Ou seja, para ver e conhecer Jesus relacionalmente era espiritualmente ver e conhecer o Pai, que é Deus, porque Deus estava em Cristo.

O que Jesus disse a seguir para Tomé e Felipe  é bastante esclarecedor. Ele disse: ” Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras “(v. 11). O que Jesus quer dizer aqui pode ser parafraseado: “Acreditem no que digo, as obras que faço testemunham que o que estou dizendo é verdade, que eu estou  no Pai e o Pai está em mim”.

Este ensinamento de Jesus em João 14,7-11, de ver o Pai em Jesus deve ter causado  em Tomé  uma  forte impressão. Ele certamente recordou  de tudo o que tinha ouvido aqui dez dias depois, quando  viu Jesus ressuscitado. A confissão de Tomé,  portanto, indica  mais do que um mero reconhecimento de que Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos. Em vez disso, as palavras de Tomé, “meu Deus”, também indicam que este apóstolo, o qual  anteriormente duvidava,  agora entende o que Jesus havia ensinado  dez dias antes,  que Deus o Pai habita  em Jesus, e, portanto, completamente permeia a vida do Filho. Assim, o Pai é visto espiritualmente, isto é, compreendido  em Jesus Cristo. Então, as palavras de Tomé, “meu Deus”, enquanto dirigidas a Jesus, representam uma resposta de fé à  Deus que se revelou a Tomé  em Jesus ressuscitado. Tomé,  acreditando agora novamente, recorda estas palavras em sua própria mente, que realmente o Pai, o Deus de Tomé, está em Cristo. Por isso ele grita de alegria, ho Kurios mou kai ho theos mou [meu Senhor e meu Deus].  As palavras de Tomé,  “meu Deus”,  significam  que ele agora espiritualmente vê e reconhece Deus, o Pai, como habitando em Jesus, que é uma interpretação espiritual. Em contraste, a visão tradicional das palavras de Tomé  é uma interpretação literal, que repete o erro comum de não compreender “o evangelho espiritual” e o Jesus joanino.

O mérito desta interpretação, “Deus-em-Cristo”,  mediante a confissão de Tomé,  é baseado em um outro princípio hermenêutico importante e simples: deixar a Escritura interpretar a Escritura. Mais precisamente, esta interpretação tem a ver com o que  em  Deus é dado a conhecer,  pode ser visto em Cristo. Deus estar plenamente em Cristo, não Cristo sendo literalmente  Deus, é o que dá significado a Jesus Cristo. Assim, quando o filho é conhecido por estar atuando como agente do pai, é como  o pai está realmente presente CONOSCO, por isso é Deus conosco.

Este, sem dúvida, foi um momento muito emocionante  para Tomé, e certamente não foi uma tentativa de sua parte para oferecer  uma teologia avançada. O fato de que ele diz “Meu Senhor e Meu Deus” parece adequado ao seu estado emocional em que ele aceita Jesus como quem ressuscitou, sendo ele  “o Senhor” e “Deus”. Seu  monoteísmo judaico o  proíbe de concluir o pensamento de ser Jesus o Senhor Todo-Poderoso em pessoa, é óbvio. Ele não poderia ter fundido Jesus, o filho do Altíssimo e o Altíssimo em um ser. Jesus tinha sido o Mestre para Tomé o tempo todo, mas agora,  acreditando em  sua ressurreição, ele exulta diante da cena  maravilhosamente assustadora e clama cheio de emoção, “Meu Senhor e meu Deus”, entendendo que Deus estava em Cristo, não que Cristo era o Deus todo poderoso.

Jesus havia falado  a mesma coisa algum  tempo  antes. Ele disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Seus oponentes judeus entenderam mal e estavam prestes a apedrejá-lo por dizer isso. Acusaram-no de “blasfêmia”, dizendo: “Você, sendo um homem, te fazes Deus a ti mesmo.” (v. 33).  A afirmação é falsa, e Jesus negou que ele era Deus, afirmando repetidamente que ele foi enviado por Deus, não podia fazer nada de si mesmo, tudo o que tinha foi dado a ele por Deus, e que ele era o Filho, não o Pai. É isso que ele afirma no fim da conversa dentro de uma pergunta aos judeus sobre a ameaça de apedrejamento no verso 36. Os judeus lhe disseram  que ele blasfemava se fazendo Deus, mas Jesus refuta-os transferindo a suposta blasfêmia por outro motivo. Acompanhe a leitura,

31 Eu e o Pai somos um.

31 Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar.

32 Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?

33 Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.

34 Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?

35 Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),

36 «quele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?

O que Jesus esta tentando explicar aos judeus é que quando fez a afirmação de “ser um com o Pai”, ele apenas queria que eles entendessem ser ele o  Messias prometido. Jesus claramente diz  que ele foi enviado por Deus, seu Pai, Senhor, e que ele era o Filho de Deus – não Deus Todo-Poderoso. Em seguida,  Jesus  explica o porque das palavras “eu e o Pai somos um”.  Ele esclarece esta unidade como “o Pai está em mim e eu no Pai” (v. 38).

Portanto, o conceito cristão de que nas palavras de Jesus em João 14.9 “Quem me vê a mim, vê o Pai“, ele está afirmando que é literalmente Deus,  é falso.  Basta observar o que ele também disse em outra ocasião para que possamos entender exatamente o contexto em estudo. Quando ele participou de uma festa em Jerusalém, “Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou”, João 12,44-45. Mais uma vez, Jesus estava falando de Deus Pai. Na verdade, o Pai enviando o Filho é o tema mais importante no Evangelho de João, que ocorre 40 vezes.

Esta morada de Deus em Cristo, e Deus enviar Cristo reflete um conceito interessante. Na antiguidade, especialmente no mundo dos negócios e entre os judeus, o  principal seria escolher alguém para representá-lo como seu agente. Era de conhecimento geral que o filho de um homem geralmente prova ser o melhor candidato como seu agente. Assim, com o filho como agente, lidar com o filho de um homem era semelhante a lidar com o próprio homem, como se o pai estivesse  em seu filho.

Jesus ensinou esse conceito de agência de várias maneiras sobre ele e Deus seu Pai. Jesus disse muitas vezes que o Pai lhe havia dado suas palavras e obras (João 12:49; 14:10, 24; 17:8). E ele disse sobre o Pai: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém está disposto a fazer a sua vontade, ele vai saber se o que eu falo é de Deus ou se eu falo de mim mesmo “(7:16-17). Note que ele distingue-se de Deus, isto é, o Pai. Em outra ocasião Jesus disse: “Eu vim em nome de meu Pai“, e ele, em seguida, chamou o Pai “o único Deus” (João 5:43-44). Isto é semelhante ao que o Jesus  orou ao Pai, dizendo: “Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).

O Evangelho de João é o único que mais enfatiza Jesus como o agente de Deus para seus negócios entre os homens, e é suficiente para evitar o que a ortodoxia cristã tem feito: interpretar equivocadamente vários textos joaninos em que Jesus é erroneamente identificado como Deus,  ou que  dizia ser Deus. Uma lástima que muitos ainda não perceberam que como agente supremo de Deus, o Jesus joanino funcionava como Deus sem realmente ser Deus.

O apóstolo Tomé era um judeu que provavelmente jamais abandonou  seu ensino de que há somente um “único Deus verdadeiro”.  Argumentar que ele deixou a sua formação religiosa judaica no momento em questão, e recebeu Jesus como  Deus literalmente é um cenário improvável. João,  envelhecido e sereno ao escrever seu Evangelho, resume todo este capítulo dizendo: “Jesus é o Cristo, o filho de Deus.” Isso é uma declaração clara do  que ele queria que nós acreditássemos e é isso que Tomé acreditava também.

Esta interpretação de Deus-em-Cristo dentro do contexto de Tomé ,  se encaixa muito bem com o propósito declarado de João, pois  a ideia de que Deus habita em Jesus coincide com Jesus é o Cristo,  o Filho de Deus. Na verdade, a filiação de Jesus serve como uma explicação das palavras de Tomé, “meu Deus.” Isto é, Deus habita plenamente em Jesus porque Jesus é o agente sem precedentes de Deus, sendo o Seu Filho.

Conclusão

Em conclusão, a interpretação tradicional da Confissão de Tomé  em João 20:28 é incompatível com os seguintes elementos contextuais,

(1) Descrição de Jesus quanto ao Pai como “o único Deus verdadeiro” (Jo 17:3),

(2) Jesus dizendo a Maria Madalena que o Pai é “Meu Deus e vosso Deus” (Jo 20:17).

(3) O propósito que João declarou para escrever seu evangelho (João  20,30-31).

(4) Quando Tomé expressou suas palavras, “meu Deus“, ele reconheceu o que Jesus havia ensinado antes, em João 14:10-11, que o Pai está n’Ele.

Esta interpretação de Deus-em-Cristo   é superior à interpretação tradicional, porque realiza cinco  coisas importantes:

1. Ele liga-se com a compreensão correta de João  1:1 no prólogo, que a palavra veio em carne, o que reflete perfeitamente o caráter de Deus.

2. Afirma Jesus  como o Revelador de Deus.

3. Isto coincide bem com dois outros temas joaninos importantes, isto é, a subordinação e dependência de Cristo a Deus, ao passo que a interpretação tradicional não faz e  cria um paradoxo problemático com esses temas.

4. É uma interpretação espiritual, o que está de acordo com o evangelho como o “evangelho espiritual”.

5. Talvez o mais importante de tudo, não vai além de quaisquer reivindicações sinópticas sobre a identidade de Jesus, especialmente as  reivindicações de Jesus sobre si mesmo. Está de acordo com tudo o que é dito aqui sobre textos pertinentes cristológicas neste evangelho.

A Deus toda Glória

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