“Mas, do Filho, diz: Ó Deus”

novaMas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.  Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”, Hebreus 1:8,9.

Está aí  uma das principais passagens usadas pelos  trinitarianos como evidência para a deidade de Cristo – que Jesus era, e é Deus. Visto pela superfície, a prova parece clara, direta e definitiva. Porém, os problemas começam a aparecer quando examinamos o contexto bem de perto, o que muitos não fazem por entender que essa Escritura é uma resposta conclusiva para os que ensinam o contrário. O versículo oito parece bem convincente: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino”.

O escritor aos Hebreus está citando o Salmo 45:6. Observe como esta tradução apresenta o verso seis no Salmo: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade”.

Vemos uma discrepância terrível aqui. O Salmo faz alusão a um rei israelita – Salomão ou Davi – e seu casamento com uma princesa, mas em Hebreus a citação foi aplicada ao filho de Deus. Porém, as duas referências os tratam como Deus. Quanto ao rei se diz, “O teu trono, ó Deus”. E a Jesus, “do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono”. Obviamente há algo errado em algum lugar, não apenas um erro pequeno, mas enorme, e este é um erro de tradução. O verso seis não poderia jamais ter sido traduzido como “O teu trono, ó Deus” para referência a um rei humano. Isso é um absurdo com consequências desastrosas.

O Salmo 45 é uma canção de amor para o casamento do rei Davi – alguns estudiosos acham que é Salomão – com uma princesa estrangeira de Tiro, na Fenícia.  Observe o que é dito desse rei:

2          Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.

3          Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade.

4          E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis.

5          As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti.

6          O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade.

7          Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.

É evidente que o rei não está sendo chamado de Deus. Qualquer pessoa é capaz de ver um problema muito sério aqui. A coisa foi tão séria que as autoridades rabínicas divergem sobre o texto. O contexto só faz sentido se aplicamos a tradução correta, que é: “o seu trono é [o trono de] Deus“.

Certamente o salmista não quis dizer que o rei fosse Deus. Talvez quisesse dizer que o poder régio e governamental do rei, provinha de Deus e para isso precisamos descobrir qual foi a correta tradução, que certamente leva o mesmo sentido para Hebreus 1:8 aplicando-o profeticamente ao reinado messiânico de Jesus que é o Rei do reino de Deus, e também tem seu poder governamental fornecido por Deus.

A trinitáriana Bíblia New American Standard (NVI), explica em uma nota de rodapé sobre o Salmo 45: 1: “Provavelmente se refere a Salomão como um tipo de Cristo”. Então, de acordo com esta Bíblia, as palavras do Salmo 45: 6, embora em sentido figurado referindo-se a Jesus, foram literalmente aplicadas a um antigo rei israelita (provavelmente o rei Salomão).

Então, se o Salmo 45: 6 está devidamente traduzido, “o seu trono, ó Deus…”, em seguida, aquele antigo rei israelita (Salomão?), também foi literalmente chamado de Deus em “Ó Deus” (ou “O Deus”?).

Outra versão, altamente trinitária, a New American Bible, St. Joseph Edição, 1970, explica em uma nota de rodapé para este verso: “O rei hebreu foi chamado… ‘Deus’, não no sentido politeísta comum entre os antigos pagãos, mas no sentido de “divino” ou “aquele que toma o lugar de Deus”.

Ainda outra Bíblia trinitáriana, a Easy-to-read-Version, também diz em uma nota de rodapé para esta passagem: “Deus… aqui o escritor pode estar usando a palavra ‘Deus’ como um título para o rei “(Cf. Estudo da Bíblia NIV para o Salmo 45: 6 e 82:1, 6).

A edição revista da NAB de 1991 traduz o Salmo 45: 6,7 como “Seu trono, ó Deus…”. Porem, a St. Joseph edição da NBA de 1970 já traduziu este verso como: “Seu trono é o trono de Deus“, o que nos remete a 1 Crônicas 29:23 “onde o trono de Salomão é referido como o trono do Senhor”.

Agora estamos chegando perto da intenção mais provável de Hebreus 1: 8. Há boas evidências de que a tradução adequada  (bem como o Salmo 45: 6.) deve ser “o seu trono é de Deus para sempre“.

Apresento aqui algumas traduções do verso 6 no Salmo 45:

A NSB, diz: Deus está no seu trono.

A Revised Standard Version, “Seu trono divino dura para sempre e sempre. O seu cetro real é um cetro de eqüidade”.

A Mensagem tradução, “Seu trono é o trono de Deus, sempre e sempre”.

Nova Bíblia em Inglês tradução, “Seu trono é como o trono de Deus”.

A Good News Bible (GNB), uma paráfrase da Bíblia trinitária, diz: “O reino que Deus lhe deu vai durar para sempre e sempre”.

A RSV torna-o como “Seu trono divino“. E uma nota de rodapé oferece esta leitura alternativa: “teu trono é o trono de Deus”.

NEB diz: “Seu trono é como o trono de Deus”.

The Holy Sc riptures (versão JPS), afirma: “O teu trono dado por Deus“.

A tradução espanhola da Bíblia de Jerusalém de 1976 foi mais justa com o contexto. Veja como trouxe mais luz: “Tu trono es de Dios para siempre jamás; un cetro de equidad, el cetro de tu reino; tú amas la justicia y odias la impiedad. Por eso Dios, tu Dios, te ha ungido con óleo de alegría más que a tus compañeros”.

Observe agora essa tradução, a Catholic Public Domain Version. O versículo 7 do Salmo 45 ficou assim: “You have loved  justice and hated iniquity. Because of this, God, your God, has anointed you, before your co-heirs, with the oil of gladness”. Aqui fala do rei, e o rei não é Deus: “Because of this, God, your God, has anointed you”.  Tradução: “Por causa disso, Deus, seu Deus, te ungiu”.

A Sociedade Bíblica Britânica também norteou o mesmo sentido: “Amaste a justiça, e odiaste a iniqüidade; Portanto Deus, o teu Deus, te ungiu Com o óleo de alegria acima dos teus companheiros”. Inadmissível que se transfira daqui o que os trinitarianos desejam para Hebreus 1:9, que seria exatamente isso: “Portanto [eu te digo] Deus [Jesus], o teu Deus [o Pai] te ungiu com óleo de alegria acima dos seus companheiros”.

Outra tradução espanhola foi brilhante no Salmo 45:7: “Amaste la justicia y aborreciste la maldad; por tanto te ungió Dios, el Dios tuyo, con óleo de gozo más que a tus compañeros”.

A NTLH foi a que mais se aproximou do real significado da passagem: “Ama o bem e odeia o mal. Foi por isso que Deus, o seu Deus, o escolheu e deu mais felicidade ao senhor do que a qualquer outro rei”.

Como também visto acima, muitos têm interpretado ‘teu trono é (o) de Deus’ (cf. I Cr 29.23), ou então ‘teu trono é (como o de) Deus’. Até mesmo comentaristas trinitários reconhecem que o pensamento de atribuição desse verso ao Deus Eterno se dá nas versões, ou seja, não é o texto ou o contexto hebraico, por si só, que força esse entendimento, pelo contrário, se formos ler o texto só olhando para o hebraico o entendimento natural seria “Teu trono é de Deus”.

A Bíblia de Jerusalém traduz o Salmo a partir do hebraico assim: “Teu trono é de Deus, para sempre e eternamente! O cetro do teu reino é cetro de retidão”.

Esse é o sentido universal do texto. No entanto, se a interpretação Trinitária estiver correta para o verso chave, Hebreus 1:9, então Deus tem um Deus e Deus é ungido por outro Deus, porque o verso diz: “Por isso Deus, o teu Deus, te ungiu…”. Porém, o que vai ficar em evidencia após examinarmos todo o contexto é que nada disso tem fundamento algum.

O que o Salmo 45:6 e Hebreus 1:8 querem dizer é, literalmente, que o trono do ungido é o trono de Deus. O que teríamos, portanto, na primeira parte do versículo 8 em Hebreus, não fosse a desonestidade de muitos tradutores seria o seguinte: “O teu trono é o trono de Deus, que dura para sempre”.

O contexto no Salmo honra ao rei Davi (ou Salomão); o versículo em Hebreus faz a mesma coisa: honra ao filho. O Salmo é semelhante, pois não é o rei que é chamado de Deus logo após as palavras “O teu trono”. O versículo seguinte nos Salmos diz desse rei que, por ele amar a justiça e odiar a iniquidade, o Deus dele o ungiu: “Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”.

Uma tradução apropriada seria: “Por esse motivo, Deus, que é o teu Deus te ungiu mais do que aos teus companheiros”. O mesmo sentido deve ser aplicado para Jesus em Hebreus 1:8: “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por [causa] disso, Deus, [que é] o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”. Apesar disso, a desordem trinitariana alega que o texto deve ser lido da seguinte forma: “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus [Jesus], o teu Deus [o Pai], te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”. Exatamente isso caro amigo leitor: Deus de Deus! Um Deus tem outro Deus! O salmista e o Salmo desapareceram, segundo os trinitarianos, agora restam apenas Pai e Filho, sendo que  o Pai fala com Filho na carta aos Hebreus. Algo está fora de lugar aqui: Deus Pai está falando a Deus Filho, “Ó Deus”, e então Deus o Pai diz ao Deus filho que ele é Deus e depois o Pai diz: “Deus, o teu Deus”. O que é isso? Certamente uma aberração sem precedentes!

Pare e pense sobre isso com muito cuidado. Em Hebreus 1:8 Deus, o Pai, trata outra pessoa, ou ser, como “Ó Deus”. Como podemos entender algo assim? Se acompanharmos a interpretação que os trinitarianos aplicam no texto, então isso implica dizer que Deus Pai tem um Deus. Insisto caro amigo leitor, os trinitarianos querem convencer a massa ignorante que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó – O Deus único – se dirige a outro ser e o chama “Ó Deus”. O que lhe parece? Deus o Pai não tem Deus para tratar como “ó Deus”. Se aceitarmos esse terrível engano, então o texto fica desse jeito: “Mas, do Filho [Deus Pai] diz: Ó Deus, o seu trono é para todo o sempre“. Totalmente inaceitável!

Por que alguém iria querer interpretar as palavras gregas “ho theos”, como “Ó Deus” no versículo 8, mas as mesmas palavras como “Deus” (duas vezes) no versículo 9? Os resultados trinitários de tradução deixam implicações absurdas. Isso resulta em Deus ungir outro Deus para que Deus pudesse fazer de Deus acima de Deus. Se o texto diz que Deus, o Deus de “Deus”, o ungiu, não só teríamos um subordinacionismo ontológico, que é rejeitado pelos trinitarianos por negar a co-igualdade entre as hipóstases, como também “Deus” fora de Deus, cuja possibilidade é negada em Is 44:6. Ou seja, um Deus ungindo outro co-igual é algo não permitido e nem ensinado na Bíblia. Os versos não dizem que Deus está se auto-ungindo (?). Portanto se o texto se referir a primeira ocorrência da palavra Deus como Deidade absoluta, temos por via de consequência dois “Deus (es)”; o ungido e o que unge. Agora, se o entendemos como um texto que foi dirigido, como o próprio nome da epístola diz, aos HEBREUS, e nos lembrarmos que eles estavam familiarizados com o uso do termo “Deus” (Elohim) nas escrituras Hebraicas e o lê agora em grego, então, tudo se harmoniza, pois como regente da casa de Davi, Jesus, o Filho de Deus, se assenta  no trono eterno de Deus.

Além disso, o Salmo 45 fala profeticamente do Ungido e o Deus do Ungido. Aquele que faz a unção é Deus que, claramente está separado de quem está sendo ungido. Assim, o único a fazer a unção é o Pai.  Um unge o outro com o óleo da alegria.  Assim, como fica claro que o antigo rei israelita não era Deus, mas foi ungido por Deus, seu Deus, para uma posição acima de seus companheiros, o mesmo acontece com Hebreus 1:9, como figurativamente aplicado a Jesus para  mostrar que ele não é Deus, mas foi ungido por seu Deus para uma posição elevada acima de todos, exceto o próprio Deus.

Como é comum em vários salmos, muitos acreditam que há uma aplicação menor, original, típica, bem como uma aplicação importante antitípica no Salmo 45. Alguns estudiosos dizem que a aplicação original deste Salmo aponta para Salomão.  Nós lemos que Salomão “sentou-se no trono do Senhor” (2 Crônicas 29:23, ver também: 1 Reis 1:13). Da mesma forma, o trono de Jesus também é o trono de Deus (Apocalipse 3:21), que ele recebe do seu Pai, o único Deus verdadeiro, Salmo 2:4-6; Daniel 7:13, 14; Atos 2:29-31; João 17:1, 3.

Na verdade, o autor de Hebreus está simplesmente dizendo que Jesus é exaltado ao trono de Deus no céu e, como tal, ele não está tentando demonstrar que “Jesus é Deus”, mas que Jesus subiu ao trono de Deus e está, portanto, acima dos anjos com toda a autoridade.

Deus fez este Jesus, que vós crucificastes, Senhor e Cristo”, Atos 2:36.

Toda a autoridade no céu e na terra foi dada a mim“, Mateus 28:18.

Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”, Apoc 3:21.

Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”, Apoc 7:17.

Deus está sobre o ungido. Evidente que Deus não pode ungir outro Deus. Não há dois Deus, mas um só. Ele é superior a quem está sendo ungido no Salmo 45:7, como também é superior ao Ungido de Hebreus 1:9. Observe que em Isaías 61:1 encontramos uma palavra profética do Messias, onde se lê: “o Senhor me ungiu“.  Veja também Lucas 4:18; Atos 10:38; Mateus 27:46; Marcos 15:34; João 17:1, 3; 20:17; 2 Coríntios 1:3; 11:31; Efésios 1:3, 17; 5:20; Colossenses 1:3; Hebreus 1:9; 1 Pedro 1:3 Apocalipse 2:7; 3:2, 13. Assim, quem recebe a unção não é Deus.

O escritor aos Hebreus identifica uma pessoa que fala de seu Filho. Assim, o Filho a quem “Deus” fala não pode ser “Deus”. Portanto, podemos ver a partir de uma revisão da passagem original que Deus não está chamando o Rei de “Deus”, mas está se referindo ao fato de que ele se senta em um trono estabelecido por Deus. Podemos ver que o trono de Deus é divinamente estabelecido através de sua aliança com Davi que é citada em 2 Samuel 7:14-16, “Eu serei para ele um pai e ele será um filho para mim… A sua casa e o teu reino serão firmados antes de mim para sempre, o seu trono será estabelecido para sempre“. Veja que a carta aos Hebreus usa as mesmas palavras originais quando a referência passa para o Senhor Jesus: “Eu serei para ele um pai e ele será como um filho para mim” (1:5). E ainda a respeito de Jesus, o Messias, somos lembrados desta promessa de aliança por Lucas, “Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi” (1:35). Em harmonia com o fato de que Deus é o “trono”, ou a origem e Sustentador da realeza de Cristo, mostram que Deus confere tal autoridade sobre ele em Hebreus 1:8, 9 quando é citado o Salmo 45:6, 7.

A força do contexto do livro de Hebreus é poderosa e indica que a interpretação correta de Hebreus 1:8 é entender que o homem Jesus, que foi feito menor que os anjos, agora ascendeu ao trono de Deus e sentou-se à sua direita: “Seu trono é o trono de Deus”.

Qualquer outra interpretação faz violência ao contexto imediato. Todo o tema da passagem é que o Jesus humano, que foi feito menor que os anjos, e sofreu por nossos pecados, ascendeu à mão direita do trono de Deus e por isso tornou-se posicionalmente acima dos anjos na autoridade tendo sentado no trono do Deus de Israel. Não há absolutamente nenhuma razão para supor que Hebreus 1:8 está sugerindo que Jesus é Deus. Nenhuma!

Apenas cinco versos antes do versículo 8 e cinco versos depois do versículo 8, o escritor diz a mesma coisa com palavras ligeiramente diferentes:

Tendo feito a purificação dos nossos pecados, assentou-se à direita da Majestade no alto” (1:3).

Para qual dos anjos disse jamais: Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés” (1:13).

Outra evidência para a tradução adequada de Heb. 1: 8 é encontrado nas conclusões do Comité de Texto (UBS) da Bíblia, o United Bible Societies trinitáriana. As Sociedades Bíblicas Unidas, composta da Sociedade Americana da Bíblia, A Sociedade Bíblica Nacional da Escócia, Sociedade Bíblica da Holanda e da Sociedade Bíblica Wurttemberg nomeou uma comissão internacional e interdenominacional (mas trinitária, é claro) de estudiosos textuais para determinar o mais preciso texto possível do Novo Testamento grego.

Para isso, eles examinaram centenas de variações nos muitos milhares de manuscritos antigos do Novo Testamento e comparados outros textos existentes por Westcott e Hort, Nestlé, Bover, e Vogels.

Em 1971, o UBS publicou  um comentário A Prova sobre o grego do Novo Testamento, que explicou por que a comissão havia escolhido certas leituras como sendo corretas e rejeitou outras. Ao escolher o texto que eles acreditavam ser o mais próximo do manuscrito original do livro de Hebreus, o comitê UBS olhou para os manuscritos muito mais antigos e melhores ainda em existência hoje. Vários métodos ajudaram a decidir o que é a redação original. Um deles, é claro, é a forma como muitos dos antigos e melhores manuscritos concordam.

Outro método consiste em determinar qual das variações tinham maior probabilidade de ter sido alteradas por copistas posteriores. Por exemplo, quando um escritor do NT está se referindo a uma citação do AT, muitas vezes ele tem que redigir de forma ligeiramente diferente a partir da exata citação encontrada se pretende alterar o sentido do texto.

Uma outra consideração da comissão foi observar que muitos copistas posteriores mudaram o texto de uma escritura que parecia contradizer os ensinamentos do Catolicismo Romano. Portanto, se a formulação de um antigo manuscrito parece contradizer os dogmas da Igreja de Roma, é mais propenso a ter a redação original do que um outro manuscrito antigo que (no mesmo verso) parece  concordar com o ensinamento da Igreja. (Perecebe-se claramente aqui a tendência romanista manejando as penas desses copistas. Certamente muitas foram as adulterações, principalmente aquelas sobre a divindade e deidade de Jesus amparadas pelo recente estabelecimento da trindade).

Usando estes critérios, a Comissão de UBS concordou por unanimidade que a redação original da Heb. 1: 8 deve ler literalmente (no grego NT): “para com o filho, diz, o seu trono é o trono de Deus para sempre…”.

Portanto, está evidenciado que a adulteração trinitariana em Hebreus 1:8 é outro exemplo de parcialidade extrema de tradução. Eles escandalosamente tentam alegar que Deus está se dirigindo a Jesus como “Deus”. Sua tradução não é a leitura mais natural do texto original grego e grosseiramente viola o contexto a fim de promover a doutrina trinitária.

A Deus toda Glória

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