Um Homem na Cruz

jesus_crucifixion170411_03Quando iniciei minha pesquisa sobre a humanidade de Jesus, jamais imaginei encontrar afirmações tão ousadas na tentativa de explicar sua divindade. Alguns quase o transformaram num andróide e outros sem discrição nenhuma fizeram dele um Homem-Deus como também não faltaram aqueles que o compararam ao Super-Homem.

Deparei-me com vários escritores tentando endeusar de tal maneira Jesus de Nazaré que a impressão deixada é que eles faziam referência a um ser que desceu a terra num passado distante, se introduzindo milagrosamente no útero de uma humanóide passando do estágio ontológico eterno para a figura de um embrião. Em outras palavras, o que se entende com estes infindáveis discursos escritos, é que Jesus desceu do céu de forma misteriosa e espetacular se subtraindo a si mesmo, como que sugando sua própria deidade e forma para se transformar num ser humano. Só não explicam como se deu a mutação, quando exatamente houve a mudança da forma adulta eterna para a forma de um embrião no ventre da humana Maria.

Pode-se  perceber nestes tratados teológicos a manobra em querer transformar o Messias em um homem-Deus, blindado com relação às coisas terrenas por excelência de uma força deificada externa e interna que o teria feito assim por contrato preparado de antemão. Esse mistério secreto, acreditam muitos, foi uma ação  do Deus todo poderoso que concedeu ao Filho uma vantagem oculta que o fez vencer por causa do seu estado divino extra-terrestre junto ao Pai num passado distante. No entanto, João declara  que  Jesus veio em carne, I Jo 4:2; II Jo 7. Ou seja, sua origem é deste mundo. O que o texto quer dizer pode ser esclarecido pela versão da BLH, onde podemos ler: “É assim que vocês poderão saber se, de fato, o espírito é de Deus: quem afirma que Jesus Cristo veio como um ser humano tem o Espírito que vem de Deus”. Jesus veio a esse mundo com a natureza dos nascidos em Adão, nascidos de mulher. É o que Atos 17:26 esclarece quando afirma que Deus  “… de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra…”. Jesus foi um homem, e não uma criatura de outro mundo, um ser imortal ou uma divindade cósmica, como atesta Pedro em Atos 2:22, : “Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus“.

Ecos de um Concílio

Jesus, o Deus verdadeiro, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai e o mesmíssimo perfeito na divindade, o próprio perfeito em humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem” – assim ocorre na linguagem familiar do que chamamos o Credo de Nicéia e Calcedônia quando definiram debaixo de anátema que Jesus era Deus quando aqui andou. Esta teologia afirma que, apesar de pessoal, Deus em relação a nós não é outra pessoa. No entanto, Jesus foi, certamente, uma outra pessoa e, depois, não foi o próprio Deus  quem veio a esse mundo, mas ele enviou seu Filho. Se Jesus não foi uma outra pessoa, em que sentido podemos  ainda  confessar que ele é nosso Senhor e Salvador, o nosso substituo? Quando afirmo ter sido Jesus o outro, significa dizer que ele não era o próprio Deus encarnado num corpo humano, mas que ele era o Filho de Deus, o sacrifício, o substituto dos pecadores, o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

O que reforça o testemunho contra a confissão deste credo são os estudos cristológicas que chegaram até nós nestes últimos 50 anos, que têm insistido fortemente sobre a genuinidade essencial da humanidade de Jesus, muitas vezes acusando, com razão,  a corrente principal da ortodoxia cristológica como tendente ao docetismo e ao Apolinarianismo docetismo, uma  heresia antiga, que negou a realidade física do corpo de Cristo  –   o Apolinarianismo  não podia permitir-lhe uma mente humana. O problema para essa corrente herética é que ela não considerou outros contextos nas Escrituras e foi forçada a preservar uma harmonia enganosa. Ou seja, tentaram conciliar o humano com o divino tão somente por que entenderam, de forma equivocada, que outras doutrinas levariam prejuízo; evitaram  a qualquer custo  manter a realidade e normalidade da masculinidade e humanidade de Jesus. No entanto, a verdade foi  garantida a nós pela boa vontade e coragem de muitos estudiosos da cristologia que nos colocaram  face a face com o Jesus de Nazaré histórico, uma conquista do valor real que Ele tem. Esta foi a maneira mais lucrativa que nos tirou da escuridão teológica envenenada pelo docetismo, que não perde o interesse em negar o Messias, o Jesus visto através do  testemunho apostólico. No entanto, existe agora um reconhecimento generalizado de que Cristo foi mesmo 100% homem, num ambiente em que muitos não se intimidaram pelas sequelas  do docetismo, e procuram, pela fé, se envolver sem receio algum com  Jesus como Salvador, sim, de fato, como Salvador escatológico.

Portanto, o advento de Jesus foi pensado para predizer a dissolução dos reinos deste mundo, o fim da era presente e a inauguração do reino de Deus. Então, em consequência de seu papel dado por Deus nesta série extraordinária de eventos escatológicos, qual foi a sua posição? Como devemos avaliar sua situação à luz da sua função redentora? Foi a partir desse ângulo que os primeiros cristãos formaram sua estimativa de Jesus; quando, portanto, atribuindo a ele tais títulos honoríficos como Cristo, o Filho do homem, Filho de Deus e Senhor, sendo estas maneiras de dizer que ele não era Deus, mas  que ele fez o trabalho de Deus. Em outras palavras, tais designações originalmente expressa não tanto como a natureza do mais íntimo de Cristo estando em relação com o ser de Deus, mas a preeminência de sua função soteriológica na redenção de Deus para a humanidade. Isto é, a primeira interpretação da pessoa de Cristo encontrada no Novo Testamento não é predominantemente ontológica, mas funcional.

Um ser humano, não um Deus

Se Jesus foi humano de uma maneira diferente de nós, onde estaria a validade das comparações entre ele e Adão? De acordo com Romanos 5:12-21 ,  por um homem  entrou o pecado no mundo, e,  portanto, para que houvesse justificação, a redenção teria que vir por outro homem, outro Adão, como Jesus foi chamado em I Cor 15:45.  O que é enfatizado repetidas vezes é que o Messias foi como um de nós, intimamente relacionado com aqueles a quem ele deve resgatar. Em parte alguma neste contexto deve ser exigida qualquer nuança de divindade.

Da mesma forma é 1 Coríntios 15:21 “Porque, assim como por um homem veio a morte, por um homem veio também a ressurreição dentre os mortos“. O que se segue é uma outra comparação entre Jesus e Adão. Não  seria realmente justo sendo Adão  um homem simples e Jesus  a encarnação da divindade.

Em Mateus 9, ele perdoou os pecados do homem paralítico e foi devidamente acusado de blasfêmia,  não porque reivindicou ser Deus, mas por fazer algo  exclusivo de Deus. Jesus torna isso explícito no versículo 6, onde ele explica que ele faz o milagre, não para provar que ele é o Deus Todo-Poderoso, mas para mostrar que Deus havia conferido a outro, seu Filho,  servo e humano,  o poder de perdoar pecados. E foi exatamente o que a multidão entendeu no verso 8: “Mas as multidões, vendo isso,  temeram, e glorificaram a Deus, que dera tal poder aos homens“.

Jesus era  elohim (Deus) num sentido funcional não ontológico. Ele pode ser definido nos mesmos termos dos  juízes do Salmo 82 que também foram chamados de elohim por virtude de seu cargo, não porque eles eram pessoas divinas. Desta maneira é que os  apóstolos pregaram Jesus, um homem “distinto” de Deus que, contudo, opera no nome, ou na autoridade de Deus:

“Jesus de Nazaré, um homem aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vocês”. Atos 2:22

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, que passou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com ele”. Atos 10:38

Por isso que Jesus operava milagres, por estar cheio do Espírito Santo!

Deus “estava” em Jesus, e o  poder não era seu  próprio. Isto é consistente com João  5:19, dizendo que, embora Jesus estivesse operando em igualdade funcional com o Pai, ele não podia fazer nada por si mesmo. Isso seria uma coisa muito estranha e enganosa para uma pessoa cheia de divindade dizer. Ou, como em João 14:10: “As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai que vive em mim faz as obras“.

As escrituras  retratam Jesus, não em termos ontológicos, realmente como o Deus todo poderoso, mas as de função, como agente de Deus, que suportou o nome de Deus. Esta  seria necessariamente  a forma de influenciar  como podemos traduzir, ou pelo menos entender, as Escrituras que fazem menção dEle como “theos” e outros títulos e termos que significam poder e senhorio. Por exemplo, Muitos outros cristãos sabem que a maioria dos comentaristas bíblicos tradicionalistas interpretaram Jeremias 26:3 de uma forma que o texto possa identificar Jesus, o  Messias  davídico,  como  Yahweh

Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: o Senhor justiça nossa”.

O texto não quer dizer  que o Messias seja o Senhor, o Deus Todo Poderoso, mas que o Messias suportou o  nome do Senhor  para  ser a justiça do Senhor  em Israel.

Em uma linguagem muito semelhante, Jeremias prediz também que o mesmo nome e significado será transmitido em Jerusalém na época. Ele afirma:

 “Naqueles dias Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; e este é o nome com o qual Deus a chamará: “O Senhor é a nossa justiça“, Jeremias 33:16.

Obviamente esta mesma identificação não significa que a cidade de Jerusalém é literalmente o Senhor. Portanto, sabendo isso, podemos agora perceber como soa familiar as expressões: “Eu e o Pai somos um”, “Deus conosco”, “quem vê a mim vê o Pai”,  e similares, as quais, não identificam Jesus como Deus, mas sim como filho de Deus, que suportou o nome  de Deus.

Não pensem os muitos que estão lendo este artigo que foi feita  uma diminuição de Jesus quando aqui andou, o que não é verdade, mas é o contrário, pois assim Jesus é realmente visto em sua exata função; por isso devemos saber quem é que foi crucificado por nós, voltando  ao relato evangélico e ao Jesus da história, sendo necessário compreender quem foi de fato este que morreu o que nos obriga dar atenção urgente aos  Evangelhos para buscar Jesus como personagem histórico. Portanto, os relatos  foram preservadas [as narrativas sobre Jesus], pois  o significado da Cruz não seria compreendido sem o conhecimento e a compreensão daquele que foi crucificado.

Resgatando o Jesus histórico

O interesse da natureza pessoal de Jesus e especulações sobre a relação de seu ser interior para com Deus  logo surgiu nas primeiras comunidades cristãs, o que  afirma-se nos documentos do Novo Testamento, especialmente em passagens como Filipenses 2:5-11, Colossenses 1:15-20; Hebreus I e II, e no quarto Evangelho. Além disso, os três séculos após o período do Novo Testamento viu essa preocupação para uma interpretação ontológica da pessoa de Cristo, superando e substituindo a cristologia funcional  [o Jesus 100% humano foi desaparecendo]  até que a questão de saber  em que sentido Jesus foi Deus  tornou-se o assunto dominante. De Nicéia e Calcedônia a cristologia foi o clímax da discussão, e o resultado desse processo foi a confissão de que Jesus foi “de uma substância com o Pai”, “perfeito na divindade”,  verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

E assim surge uma questão de liderança exegética, ou seja, até que ponto é a cristologia ontológica dos credos antigos com a sua forte afirmação da divindade de Jesus uma crença fiel da evidência Neo Testamentária? É um desenvolvimento legítimo e inevitável da cristologia do Novo Testamento ou uma distorção disso? À luz do conhecimento agora à disposição através de uma nova visão dos escritos apostólicos, visto numa minoria, não está nos chamando para uma elucidação legítima  e muito mais profunda?

Afirmo com toda a certeza do mundo,  que o dogma da divindade de Cristo transformou Jesus em outro helenístico redentor-deus, e, portanto,  um mito propagado por trás do qual o Jesus histórico desapareceu completamente. Seja como for, o fato tem que ser enfrentado de que a pesquisa do Novo Testamento dos últimos trinta ou quarenta anos vem liderando um crescente número de respeitáveis estudiosos do Novo Testamento à conclusão de que o próprio Jesus não pode ter reivindicado ser ele mesmo divino/não humano, e certamente nunca  se viu como  Deus. Por exemplo, com as palavras de Mar 10:17,18 em mente observamos que  Jesus parece ter negado explicitamente que ele era Deus,

E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus”.

Deus estava em Cristo

A  cristologia tradicional tem fortes tendências para o docetismo, o que  tem levado inúmeros cristãos à crença menos complicada para Jesus Cristo, ou seja: Jesus foi Deus e homem enquanto aqui andou. Sendo Deus e homem, ele  resistiu as  tentações, suportou sofrimento e vergonha, e, por ser Deus e homem, viveu  uma vida sem pecado. Afinal, Deus é perfeito, não pode ser tentado, e, portanto, não pode pecar (cf. Mt 5,48; Tg 1,13). Talvez seja por ter essa visão equivocada é que muitos cristãos acham difícil se relacionar com este Jesus. Em resposta ao desafio de segui-Lo, eles dizem, “Como você pode seguir a Deus, afinal de contas  Ele é perfeito!”

Por outro lado, se Jesus não era Deus, mas totalmente parecido conosco,  de modo que ele teve de lutar e perseverar com a maior determinação de sua vontade, dependendo totalmente de Deus, como todos os seus filhos, então quem sabe a cristandade não passe a olhar  Jesus de outra forma? Ora, Se visualizamos Jesus como alguém que recebeu forças do Espírito Santo  a fim de resistir à tentação, evitar o mal, e realizar a sua missão de oferecer para nós tão grande salvação, essa percepção pode despertar uma apreciação renovada e duradoura para Jesus como Senhor e Salvador. Quem não pode relacionar-se mais facilmente a um Cristo como este?

Ao ver Jesus Cristo como  um homem, enquanto ele aqui andou, Ele se torna para nós um modelo  ainda maior. Assim, sua história é reforçada, em vez de diminuída. E para aqueles  que se opõem à encarnação tradicional, ou seja, o nascimento do homem Jesus, similar ao nascimento dos outros homens,  quero dizer aqui que, o Deus em Cristo, como diz Paulo, passa a ser uma história mais crível. Tudo o que se diz sobre Jesus, a pessoa que se movimentava entre os homens, que é declarado por muitos como sendo Deus, pode se resumir na Palavra de que “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo…”, 2 Co 5:19. Muitos textos bíblicos que foram interpretadas para significar que Jesus era Deus realmente quer dizer não mais do que Deus estava em Jesus. Assim, a tese deste site é que Deus plenamente residida em Jesus através do Espírito Santo, mas Jesus não era mais que um homem, quero dizer: Jesus era um ser humano.

Alguns leitores, sem dúvida, podem até criticar este artigo por acharem que Jesus não esta sendo identificado de uma forma mais precisa. Por exemplo, e a relação do Senhor com o suposto  Logos Joanino  como o Logos impactado de Jesus? Este modo de pensamento especulativo é exatamente o que o levou alguns pais da igreja ao seu atoleiro cristológico. Eles buscaram respostas detalhadas a perguntas teológicas sobre a natureza do Logos e sua relação com Jesus, a preexistência de Jesus e seu tempo de origem, tentando achar assim a extensão exata e completa da singularidade de Jesus. Acho que eles esqueceram de como a figura do Espírito Santo ficou desaparecida em tudo isso. Acredito que a Escritura é silenciosa sobre essas questões, e com certeza, muitos destes pais da Igreja ultrapassaram os  limites bíblicos (cf. Dt 29:29; Sal 131:1)

Acho eu que o erro nos primeiros séculos do cristianismo, foi querer definir a doutrina de Deus e de Cristo com um grau crescente de precisão sem ter motivos suficientes. Por outro lado as narrativas dos evangelhos de modo algum tentaram antecipar a  patrística no seu interesse de relacionar a pessoa de Jesus como sendo o próprio Deus.

Muitos estudiosos descrevem a unicidade de Jesus como divino, procurando de qualquer forma fazer do homem que nasceu de uma mulher o ser divino, tentando identifica-lo como Deus. Por outro lado, por que as palavras, “divindade”, “ser divino” e “filiação divina” devem identificar Jesus como Deus? Os estudiosos que assim registram, raramente definem os termos, e quando o fazem, apenas citam versículos sem explicar exatamente o que querem dizer.

Supomos que alguém entrevistasse os primeiros cristãos e perguntasse a eles se achavam que Jesus, o carpinteiro que cresceu e foi criado em Nazaré,  o primeiro-nascido em um grande família judia de origem camponesa, primo de João Batista, era divino, certamente eles responderiam que não. E mesmo hoje quando alguém tenta identificar o ser humano nascido em Belém, como um ser divino,  muitas vezes resulta em confusão. Por exemplo, Moisés foi chamado de Deus, e nem por  isso podemos dar-lhe o título de divino. Observe este exemplo em que Moisés é chamado de Deus pelo motivo de transmitir a Palavra de Deus,

E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinando-vos o que haveis de fazer. E ele falará por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus”. Êxodo  4:15,16

Assim, Jesus realizou seus milagres, não para provar que ele era Deus, mas como Moisés nos versículos iniciais de Êxodo 4, para provar a Israel que seu Deus o havia enviado. Em  João 11:42 ele ora como Elias para ter o poder de executar sinais que faça com   “que eles [Israel] creiam que tu me enviaste.

Antes que você faça um julgamento precipitado sobre minhas colocações aqui, consulte meu artigo – Emanuel, Deus Conosco – onde faço distinção entre Jesus e todos os outros homens.

O problema também pode estar apenas no uso de palavras, legado deixado quando O Cristianismo se espalhou primeiro em uma cultura helenística que liberalmente aplicava a palavra   theios  para governantes e filósofos. Porém, isso não implica que honras divinas deveriam ser dadas a cada um deles. Filo e Josefo foram exemplos de  escritores antigos que descreveram os heróis do Velho Testamento como “divinos” sem a intenção de designá-los como “deuses”. Na verdade, os  cristãos do século 1 que viveram em terras helenísticas, onde  theios era usado como um adjetivo  geral, conheciam o termo sem conotações de encarnação.

Mesmo assim,  alguns estudiosos  optaram por um grau de cristologia tal, que Jesus passou a significar alguém mais do que um homem, o homem-Deus. Portanto, ao invés de julgamentos pesados sobre aqueles que anunciam Jesus como o homem aprovado por Deus (Atos 2:22), por que não pesquisar mais  as Escrituras para entender se Cristo era [um] Deus ou apenas que Deus estava em Cristo?

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